Em Defesa do Inútil: sobre Dragões e Sonhos

Em Defesa do Inútil: sobre Dragões e Sonhos

Bem-vindo a Ithildin. Esse texto tem uma resposta em Falando sobre Histórias de Fadas, leia aqui.

Dia desses estava assistindo a um filme que não tem nada de especial mas, no fim, é simplesmente “legal”. Certamente todo mundo já viu um desses. Algumas produções que, de mais a mais, mesmo que a gente preze por bons enredos e tudo o mais, ao final das contas são pura e simplesmente “divertidos”. Isso não acontece só com filmes, obviamente, mas com livros ou mesmo outras coisas menos valorizadas, como alguns jogos ou até estudar alguma coisa que, aparentemente, “não serve para nada”. Até fantasiar é motivo de chacota entre os desentendidos. Por “desentendidos” refiro-me àqueles que não têm a capacidade para tal e, no fundo, por mais que neguem e não admitam, invejam os que conseguem.

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Mirrormask

Mirrormask

Era no mínimo razoável deduzir que a união de Neil Gaiman, famoso roteirista de quadrinhos e romancista, mais conhecido no Brasil por Sandman, e Dave McKean, brilhante ilustrador e artista plástico, continuaria a render bons trabalhos. Sempre foi assim, com Sandman, com Mr. Punch, Violent Cases ou outros trabalhos dos dois. Graças à temática de fantasia e de sonhos tão elevada em grau de importância por Gaiman e magnificamente tornada visível por McKean, com Mirrormask não poderia ser diferente. Aqui no Brasil o filme saiu sob o péssimo nome de Máscara da Ilusão; provavelmente porque quem deu o nome não entendeu bulhufas do enredo inteiro. Não bastasse a estória extremamente bem enredada e sensível de Gaiman, McKean transforma a película numa entidade viva e maravilhosa, dando um visual espetacular a cada cena. É como ver, em movimento, uma das artes de Dave McKean: uma pintura viva.

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Phantásien

Phantásien

Olá mais uma vez! Hoje começarei um tópico bastante inicial que espero prosseguir futuramente, assim como o Marcus vai querer também participar da empreitada. Devo avisar-lhes da minha motivação principal (e que foi certamente uma das razões por eu ter aberto este blog): soube há poucos minutos que um livro que comprei pela internet já está nos Correios da minha cidade. O livro (e espero que o Marcus comente aqui, assim como vários outros leitores do Ao Sugo que entendem um pouco mais do que eu sobre a obra) é velho, bastante velho, de Michael Ende e publicado originalmente em 1979 na Alemanha como Die Unendliche Geschichte Não entendeu nada? Pareceu alemão para você também? Bom, em inglês: The Neverending Story e em português, caso lhe refresque a memória, A História Sem Fim.

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