Experenciando Metafísica na Literatura de Philip K. Dick: muito além de um caçador de andróides

Experenciando Metafísica na Literatura de Philip K. Dick: muito além de um caçador de andróides

Eu era criança quando vi pela primeira vez o filme Blade Runner, magistralmente dirigido por Ridley Scott. Na época fiquei tão fascinado por aquela coisa toda de andróides, um caçador destes andróides, uma cidade onde chovia o tempo todo, um clima sombrio e meio triste e a mais bela sensação de estar assistindo uma verdadeira e pura ficção científica. Pensava: “Puxa, deve ser legal ser um caçador de andróides!” Mas o tempo realmente passa e essas percepções vão se alterando sutilmente.

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Ghost in the Shell – Ficção científica para gente grande

Ghost in the Shell – Ficção científica para gente grande

Vocês não fazem noção de como Blade Runner fez um enorme estrago na minha vida nerd. Apanhado nos primeiros 5 minutos de filme, até hoje a obra prima de Ridley Scott é o único longa metragem que consigo assistir com replay infinito sem cansar. De melhor filme de Ficção Científica de todos os tempos à contemplação futurística e filosófica, na minha lista destas películas o próximo cyberpunk que me vem à mente é Ghost in the Shell (1995).

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Tomando uma Malzebier com o Homem do Castelo Alto

Embora seja Cientista Político hoje, minha primeira formação foi como Historiador. Mas sempre tive um ou mesmo os dois pés atrás com a História… o que me leva a pensar que, de certa forma, sempre tive um pé atrás com a Ciência, embora ela seja uma excelente amante, ao contrário da Metafísica, algo particular que um dia, dadas as condições positivas, eu talvez venha a “filosofar”. Mas estou escrevendo esse post, para o Ao Sugo, para homenagear o talvez mais perturbador e impressionante livro de autoria de Philip K. Dick: “O Homem do Castelo Alto”. Continuar lendo “Tomando uma Malzebier com o Homem do Castelo Alto”

Como chora na chuva, esse Roy Batty

Como chora na chuva, esse Roy Batty

Pois bem, como já diz o pessoal do Nerdcast, Rutger Hauer é um ator que sabe escolher bem o papel. O cara me faz um filme e pronto, está imortalizado para todo o sempre por, num ato emo, chorar na chuva. E segurando uma pomba. Brincadeiras à parte, deixamos desta vez um vídeo memorável do nosso querido replicante Roy Batty (chorando na chuva), em sua melhor fala (de improviso e chorando na chuva) no melhor filme de Ficção Científica de todos os tempos, Blade Runner.

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William Gibson: Código de Acesso Inválido

William Gibson: Código de Acesso Inválido

Cyberpunk

“O céu por cima do porto tinha a cor de uma TV ligada num canal fora do ar”

– Neuromancer, pg. 11

Confesso que fico irritado com o filme Matrix (1999). Considerado por inúmeras pessoas da década de 1990 como a piração máxima do mundo tecnológico, é uma grande infelicidade perceber que a maioria desconhece as origens e inspirações desse filme. Como já dito anteriormente no Portão de Tannhauser, essa era a idéia de futuro que tinhamos na década anterior, os anos 80, um período em que a realidade mediada pela tecnologia ainda não passava de uns poucos insights criativos. E nada mais. Deixarei aqui um bla bla bla imenso para apresentar um vídeo bastante antigo, porém muito perturbador.

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