Reflexões Oníricas

Reflexões Oníricas

Olá a todos vocês. Mais uma vez, não preciso me alongar muito sobre o filme Mirrormask, uma vez que nosso caro amigo Marquinhos já lhes trouxe um post bastante sincero sobre o filme de Gaiman e McKean (aliás, aviso-lhe já: se quer entender este artigo, leia o do Marquinhos primeiro). Caso vocês não tenham notado, tenho também colocado meus posts sobre os dois artistas– primeiro sobre Coraline, livro de Gaiman e várias ilustrações de Dave McKean no Ao Sugo e, confesso, não é sem razão: sou fã incondicional destes dois que conseguem exprimir tão bem em seus dois meios de arte distintos (hum, aí já não sei se são distintos, tem gente que vê poesia em uma prancha de Chagall, uma pintura em uma música de Debussy e por aí vai… AH, mas você entendeu, oras).

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Mirrormask

Mirrormask

Era no mínimo razoável deduzir que a união de Neil Gaiman, famoso roteirista de quadrinhos e romancista, mais conhecido no Brasil por Sandman, e Dave McKean, brilhante ilustrador e artista plástico, continuaria a render bons trabalhos. Sempre foi assim, com Sandman, com Mr. Punch, Violent Cases ou outros trabalhos dos dois. Graças à temática de fantasia e de sonhos tão elevada em grau de importância por Gaiman e magnificamente tornada visível por McKean, com Mirrormask não poderia ser diferente. Aqui no Brasil o filme saiu sob o péssimo nome de Máscara da Ilusão; provavelmente porque quem deu o nome não entendeu bulhufas do enredo inteiro. Não bastasse a estória extremamente bem enredada e sensível de Gaiman, McKean transforma a película numa entidade viva e maravilhosa, dando um visual espetacular a cada cena. É como ver, em movimento, uma das artes de Dave McKean: uma pintura viva.

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El Laberinto del Fauno

El Laberinto del Fauno

A Princesa Moanna, do Reino Subterrâneo, era sempre curiosa quanto ao mundo superior. Mas seu pai, o Rei, sempre dizia que ela não poderia subir. Levou muito tempo até que ela finalmente conseguisse escapar. Lá no alto, porém, ela perdeu sua natureza encantada e tornou-se mortal, esquecendo-se que fora uma princesa um dia. Desde então, os habitantes do Reino Subterrâneo têm esperado o seu retorno num corpo de um mortal. É esta breve estória, narrada pela voz de uma menina, que abre esta espetacular obra do cinema espanhol.

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Coraline

Coraline

Olá mais uma vez a todos vocês. Gostaria de começar este tópico com uma pergunta: vocês já leram Alice no País das Maravilhas e, melhor ainda, Alice no País do Espelho (ok, eu sei que a tradução não condiz realmente com o nome original, Through The Lookiing-Glass, fazer o que…)? Bom, aos que leram, muito bons, não são? Criados por Lewis Carroll no século XIX, o primeiro foi uma história – alucinante – contada numa tarde para a pequena Alice Liddell, ambientado num país dos sonhos em que encontrava Largartas Gigantes fumando um narguilé, Dodôs e outros animais correndo sem parar em volta de uma pedra, um ratinho muito temperamental contando uma história no mínimo esquisita e, para não esquecer, personagens cativantes (malucos) como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco, a Lebre e o Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas… Demais.

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