Conan, de Robert Howard

Conan, de Robert Howard

“O que não nos mata nos torna mais forte” – Friedrich Nietzsche

O cara me escreveu mais de 300 estórias e 700 poemas e ainda por cima era amigo pessoal do H.P. Lovecraft, impressionante. De quem eu to falando? Tô falando do Robert E. Howard, escritor norte-americano (1906-1936) que deixou um dos personagens mais icônicos do século XX aqui no Ocidente: Conan, o Bárbaro. Ao revelar o processo criativo da concepção de Conan, John Milius nos conta que em uma noite Howard estava em frente a sua máquina de escrever quando sentiu a presença do bárbaro cimério em suas costas segurando um enorme machado e dizendo “escreva”.

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A Bússola de Ouro

A Bússola de Ouro

Primeiramente, gostaria de agradecer a visitação aqui no Ao Sugo e também aos comentários deixados por vocês em nosso site: eu e o Marcus estamos acompanhando com cuidado as estatísticas e estamos bastante felizes com este tipo de feedback, nos motiva a escrever cada vez mais. Por conta disso, fico feliz em trazer também no presente texto uma análise – super parcial – do livro 1 da trilogia “Fronteiras do Universo”: “A Bússola de Ouro”, lançado por aqui pela Editora Objetiva.

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A (boa) nova e velha fantasia

Stardust

Olá mais uma vez a todos vocês leitores do Ao Sugo e já peço desculpas pela ausência, justificada por uma série de compromissos aqui. Mas pois bem, venho aqui inspirado para escrever este artigo em plena madrugada, às 3:15 da manhã, logo após ter assistido, finalmente, Stardust. Bom, para aqueles que não conhecem, Stardust foi escrito por Neil Gaiman e ilustrado por Charles Vess nos anos 90 do século passado, fugindo bastante de outras de suas obras consagradas como Sandman, Noites Sem Fim, Mirrormask ou mesmo Coraline, que ganhará sua versão na telona muito em breve (isso para dizer dos sucessos que chegaram aqui no Brasil né, porque se formos considerar sua produção lá fora, teríamos outro artigo). Continuar lendo “A (boa) nova e velha fantasia”

Reflexões Oníricas

Reflexões Oníricas

Olá a todos vocês. Mais uma vez, não preciso me alongar muito sobre o filme Mirrormask, uma vez que nosso caro amigo Marquinhos já lhes trouxe um post bastante sincero sobre o filme de Gaiman e McKean (aliás, aviso-lhe já: se quer entender este artigo, leia o do Marquinhos primeiro). Caso vocês não tenham notado, tenho também colocado meus posts sobre os dois artistas– primeiro sobre Coraline, livro de Gaiman e várias ilustrações de Dave McKean no Ao Sugo e, confesso, não é sem razão: sou fã incondicional destes dois que conseguem exprimir tão bem em seus dois meios de arte distintos (hum, aí já não sei se são distintos, tem gente que vê poesia em uma prancha de Chagall, uma pintura em uma música de Debussy e por aí vai… AH, mas você entendeu, oras).

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Coraline

Coraline

Olá mais uma vez a todos vocês. Gostaria de começar este tópico com uma pergunta: vocês já leram Alice no País das Maravilhas e, melhor ainda, Alice no País do Espelho (ok, eu sei que a tradução não condiz realmente com o nome original, Through The Lookiing-Glass, fazer o que…)? Bom, aos que leram, muito bons, não são? Criados por Lewis Carroll no século XIX, o primeiro foi uma história – alucinante – contada numa tarde para a pequena Alice Liddell, ambientado num país dos sonhos em que encontrava Largartas Gigantes fumando um narguilé, Dodôs e outros animais correndo sem parar em volta de uma pedra, um ratinho muito temperamental contando uma história no mínimo esquisita e, para não esquecer, personagens cativantes (malucos) como o Gato de Cheshire, o Coelho Branco, a Lebre e o Chapeleiro Louco e a Rainha de Copas… Demais.

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