Data Estelar: 5633Z-BETA-Y.569.1 – Análise em andamento

Eis que saiu No Man’s Sky, o jogo mais esperado desde seu anúncio de lançamento em 2013. Da companhia independente Hello Games, No Man’s Sky é a promessa de um dos maiores simuladores espaciais de todos os tempos. A grande premissa é a liberdade de poder viajar em mais de 18 quintilhões de planetas possíveis, sem ter uma missão ou objetivo linear tão tradicional dos jogos eletrônicos. O jogo foi lançado para Playstation 4 no dia nove de agosto de 2016, ao passo que a versão para PC saiu no dia 12 do mesmo mês.

A grande aposta é num sistema de algoritmos criados pela empresa capaz de gerar sistemas estelares, planetas e toda a flora e fauna do universo de modo randômico e “procedural“, garantindo que cada lugar visitado seja diferente e único. Eu mesmo iniciei o jogo três vezes antes de criar um ponto de salvamento e comecei em três planetas totalmente diferentes um do outro. Comprei a versão para PC no Steam e decidi iniciar a jornada assim como todos os milhares de jogadores, gerando uma quantidade de acessos aos servidores da Hello Games inesperada até mesmo para os criadores do jogo. Desejo compartilhar com vocês a minha trajetória no jogo, desde os primeiros momentos após a tela de carregamento/apresentação.

No Man’s Sky estreou com uma série de problemas, indicado não só em todas as redes sociais (principalmente no Twitter), como também nos maiores sites e blogs de jogos do planeta. O Polygon simplesmente disse para evitar a compra do jogo nesses primeiros dias, dada a quantidade de pepinos iniciais que o jogo está tendo. No Steam já haviam mais de 11.500 reviews negativas em mais de 24 horas de lançamento (hoje são mais de 41.900 negativas versus 24.600 positivas, balança que muda a todo o momento).

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Eu mesmo não passei impune e ileso desses problemas. O jogo custou a rodar após uma série de crashes antes mesmo da aventura começar. Depois que consegui fazer o negócio “ligar”, já foi possível notar na tela de carregamento um problema de péssima performance com os míseros 30 FPS automáticos que o jogo roda na primeira vez. Acessei as configurações de gráficos e aumentei a série para 60 frames por segundo, mas foi em vão: o jogo seguiu com lags e atrasos sofríveis e inesperados.

Meu computador atende a todos os requisitos exigidos pela Hello Games, contudo, pareceu insuficiente. Fui perceber que jogar com o mouse e teclado deixa o meu jogo mais “rápido”, uma vez que quando uso o Xbox Controller no PC, parece que estou jogando em câmera lenta. Isso foi o suficiente para me quebrar as pernas e ter a dura realização de que caí, como tantas pessoas, no hype do No Man’s Sky.

Esperado por mais de três anos, já estava fazendo a contagem regressiva para o lançamento no meu Instagram, acompanhando todas as notícias que apareciam na internet. Agora posso dizer que fiquei mais empolgado com a promessa do que o jogo em si, a promessa de ser algo inovador e algo realmente infinito. Pelo visto, o preço foi alto…

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Atualizei os drivers da minha placa de vídeo, como assim sugeriu a Hello Games no Twitter. Insuficiente, mas deu para pelo menos conseguir iniciar a minha jornada de viajante espacial. Como tinha adquirido o jogo na pré-venda, pude acessar uma nave com capacidade de dobra, top de linha e que parece uma X-Wing, a Horizon Omega. Assim como todo mundo que começou o jogo, a minha nave também estava quebrada, com várias peças requisitando reparo imediato.

Iniciei a exploração do planeta em busca de elementos químicos que me permitiriam construir ferramentas para o tão esperado conserto. Ferro, Carbono e Plutônio são apenas alguns dos itens que precisam ser minerados a fim de dar cabo da empreitada, o que levou algo em torno de uma hora e meia para ser completada.

A trilha sonora do 65 days of static deixa sua marca bastante contundente enquanto um jogo independente. Nada das composições orquestradas de Elite Dangerous, tampouco as músicas clássicas de 2001: Uma Odisséia no Espaço. Vale a imersão: é interessante participar dessa jornada, quase espiritual, eu diria, você, sozinho no universo, coletando coisas e aprendendo a sobreviver. Essa pegada anda em alta nos últimos tempos, com o lançamento de vários filmes e livros de Ficção Científica com essa ideia mais hard de espaço.

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Sair do planeta foi bem legal, apesar de lerdo por conta dos problemas iniciais do jogo. O espaço aqui é super colorido! Nada daquela imensidão escura de Star Wars ou Elite Dangerous, tampouco Star Trek, e olha que Jornada nas Estrelas ainda está cheio de nebulosas muito coloridas e bonitas. É algo… diferente. Diferente e que encaixa perfeitamente com a trilha sonora.

Entrei em warp, fui ansioso e não quis fazer as instruções iniciais. Tela de warp diferente, seguida de um crash épico. Tudo parou de funcionar. Atualização do driver checada novamente, verificando as tarefas de segundo plano do Windows pra tentar entender o que estava acontecendo. Tudo normal, só o No Man’s Sky que estava meio tímido.

A Hello Games ficou atolada desde o lançamento de No Man’s Sky com a oferta de vários patches e fixes que visavam consertar ou melhorar a experiência dos fãs tanto de PS4 quanto PC. Recebi um email bastante cordial da empresa, pedindo para esperar pelos dias seguintes que uma nova atualização estava a caminho.

E não é que a atualização chegou? No dia 18 de agosto, após 3 grandes modificações no sistema, a Hello Gameslançou um patch que, aparentemente, resolveu o meu problema. Simultaneamente, a NVIDIA atualizou seus últimos drives para comportar o ambicioso No Man’s Sky. Posso dizer agora, depois de 7 dias após o lançamento para PC, que No Man’s Sky está rodando satisfatoriamente no meu notebook. Acabou a câmera lenta, felizmente.

Esta é uma análise em progresso, sendo que retornarei para contar mais sobre as minhas andanças espaciais em No Man’s Sky. Considerem este a primeira entrada do Diário de um Viajante Espacial Aosugolesco… Entendo que as principais críticas ao jogo se referem às inúmeras promessas da companhia, em especial quanto à ausência do multiplayer e, principalmente, do jogo parecer uma experiência vazia ao longo de algumas horas de gameplay, questões que abordarei em posts futuros e nos seus devidos detalhes . Contudo, vou dar uma chance a No Man’s Sky… Vamos ver no que dá…

Comandante Victor Hugo, falando diretamente da Ekinokaz S64

Victor Hugo Kebbe

Nerd, Antropólogo Japanologista, Bibliotecário do Novo Canon e do Velho Universo Expandido de Star Wars, Dragonborn, Witcher, Vault Hunter, exímio piloto de A-Wing, combatendo os Geth e Reapers até os dias de hoje.

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