Demorou, mas saiu! Eis que temos Arquivo X mais uma vez na telinha, com o retorno mais do que acalorado dos nossos heróis Fox Mulder e Dana Scully. Como já dito aqui no Ao Sugo, Arquivo X foi e ainda é um ícone da cultura pop em todos os cantos, um sucesso iniciado em 1993 que conta a trajetória de dois agentes do Federal Bureau of Investigation na investigação de casos paranormais. Para quem não conheceu o seriado nos seus anos iniciais de exibição, sua obrigação imediata é visitar o nosso Especial Arquivo X, contando tudo sobre os nove anos do seriado.

Recapitulação: Arquivo X foi exibida na FOX entre 1993 e 2002, com o lançamento do marcante filme Fight The Future no meio desse caminho todo, responsável por selar algumas das questões trazidas nas primeiras cinco temporadas e dar o pontapé nas discussões dos quatro anos seguintes. A equipe e os atores que interpretaram Mulder e Scully, David Duchovny e Gillian Anderson, respectivamente, se reuniram mais uma vez para o lançamento do segundo filme, I Want to Believe, isso em 2008.

Para quem não se lembra, esse primeiro momento de Arquivo X foi marcado por disputas internas do elenco, em especial por questões salariais. Em certo ponto, na sexta temporada o ator David Duchovny, sabendo da sua importância para a trama, conseguir forçar a vinda de toda a equipe e elenco de Vancouver, Canadá, para a Califórnia, iniciando uma série de problemas. Eis que na oitava temporada o ator decide chutar o balde de uma vez por todas e abandona o seriado, minguando numa péssima nona temporada para lá de esquisita.

Passados seis anos, essa reunião do elenco para o segundo filme foi coberta de ansiedade da produção e dos fãs… simples: Arquivo X estava de volta, agora com os atores e equipe animados para um possível recomeço! O filme é interessante e lembra os episódios do tipo Monstro-da-Semana da série, culminando em várias declarações públicas de Duchovny e Anderson no interesse em participar de outras rendições de seus personagens.

Demorou nada mais, nada menos, do que 8 anos para o negócio deslanchar, mas saiu. Em 25 de janeiro 2016 Arquivo X voltou na televisão para uma décima temporada, tendo, até o momento, seis episódios gravados. Dos três exibidos, encontramos Mulder e Scully reabrindo a divisão paranormal do FBI, além de se deparar com o mundo moderno investigativo. Smartphones e internet agora fazem parte da trama, algo que tem sido muito bem pensado e trabalhado pelos roteiristas.

É possível perceber em cada episódio o quanto esses personagens já se conhecem, não sendo um problema para os telespectadores de primeira viagem. O novo Arquivo X continua tão bom quanto a sua versão anterior, se é que é possível separar a série em dois momentos. A equipe de produção e o elenco trabalharam duro para garantir esse senso de continuidade, tanto no teor dos episódios, quanto na relação conturbada entre os dois agentes do FBI que representam bastiões da crença irrefreada e da ciência.

Os três primeiros episódios possuem características interessantes, sendo o primeiro, My Struggle, a reapresentação da dupla e de suas funções no FBI. O episódio retrata bem o que se passou nesse vácuo de 8 anos (sim, Arquivo X não é contado no passado ou no futuro, mas no nosso presente), além de retomara famosa mitologia da conspiração governamental norte-americana no conhecimento da existência de vida alienígena. Longe de apenas recuperar aquela discussão, o episódio já introduz novos elementos desta conspiração, a serem trabalhados, espero, nos episódios seguintes.

O segundo episódio, Founder’s Mutation, conta o mistério em torno da morte de um funcionário da Nugenics Technology, vítima de um ataque sonoro inexplicável. Desconectado da conspiração alienígena, este episódio de James Wong recupera, na verdade, um estilo de episódio muito interessante da série, com uma mini ou micro-conspiração responsável por toda a coisa.

Já o terceiro episódio, Mulder and Scully meet the Were Monster, foi exibido ontem pela FOX e é um primor para os fãs. Repleto de easter eggs, este episódio, dirigido pelo hilário Darin Morgan, apresenta uma criatura fantástica que delírios de humanidade, deixando o episódio como o mais cômico dos três lançados até o momento. Certamente que este episódio relembra outros clássicos escritos por Morgan, como Humbug,  War of the Croprophages e Jose Chung’s From Outer Space, além do vencedor do Emmy Clyde Bruckman’s Final Repose.

Certamente que o retorno de Arquivo X veio no momento mais oportuno, deixando aquele seu antigo apelo Cult dos anos 1990. Não tem nada mais prazeroso do que ficar debatendo o episódio da semana, enquanto se aguarda ansioso pela próxima aventura de Mulder e Scully. Parece bastante que os atores e a equipe também perceberam isso, valendo a pena cada segundo de episódio. Continuem no Ao Sugo para mais update sobre Arquivo X e, lembrem-se, a verdade está lá fora.

Victor Hugo

Leia agora mesmo o nosso Especial Arquivo X!

Victor Hugo Kebbe

Nerd, Antropólogo Japanologista, Bibliotecário do Novo Canon e do Velho Universo Expandido de Star Wars, Dragonborn, Witcher, Vault Hunter, exímio piloto de A-Wing, combatendo os Geth e Reapers até os dias de hoje.

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