Year Walk

Pois bem, retorno para continuar uma lista já iniciada, lá atrás, sobre nossos queridos Indie Games. Mais uma vez, reforço o meu apoio incondicional aos jogos independentes, um nicho da indústria de games que cresce a cada dia (assim como minha coleção). As maiores vantagens dos Indie Games são o foco na arte, música e na experiência de jogo, muitas vezes escapando dos ditames da grande indústria dos Triple A.

Você pode encontrar jogos independentes em várias plataformas como a Steam, PSN, Gog, App Store, Google Play, Xbox Live e afins, havendo, inclusive, uma parcela gigantesca de jogos gratuitos. Destas, a Steam é a minha favorita, desenvolvida exclusivamente para uma comunidade de jogadores e desenvolvedores, algo que é refletido não apenas na manutenção do seu computador, como também numa melhor organização, disposição, ranqueamento, sem contar a MARAVILHOSA Nuvem Steam, que salva todos os seus progressos (isso é vital quando você precisa formatar o PC; por ironia, meu PC foi formatado logo após a redação deste artigo). Hoje seleciono mais 5 jogos indispensáveis que você deveria dar uma olhada.

Knights of Pen and Paper – Eis um Indie Game 100% brasileiro, desenvolvido pela já renomada Behold Studios. Knights of Pen and Paper é um RPG muito bem humorado que traz todas as piadinhas que encontramos no Tabletop RPG, tendo o Mestre na tela e os jogadores sentados de costas para você. O que mais me instigou neste jogo foram os cenários, que mudam conforme a narração do Mestre (quem joga RPG de verdade sabe que isso é óbvio, o que deixou a transposição ou adaptação para um Indie Game muito divertida). Os combates são realizados em turnos, sendo alguns bastante engraçados (como enfrentar os próprios desenvolvedores do jogo).

Chroma Squad – Mais uma excelente pedida da Behold, Chroma Squad é uma sátira muito divertida dos seriados japoneses de heróis coloridos, os Tokusatsu. Neste RPG você controla 5 atores que decidiram criar seu próprio seriado de tv, combatendo monstros de papelão e inimigos de roupas com zíper nas costas. Nele você administra seu estúdio, compra equipamentos, desenvolve o uniforme, nome do grupo, grito de guerra e até em como evocar seu mega robozão que destrói as versões gigantes dos monstros em cenários de papelão. O projeto foi iniciado no Kickstarter e lançado com sucesso agora em 2015, tendo uma música tema bastante divertida e uma publicidade no mínimo hilária. Chroma Squad atiçou a minha memória ao lembrar de clássicos como Changeman e Flashman, trazendo aqueles elementos icônicos dos seriados japoneses para o mundo dos games. Para os mais novos, vale lembrar que Chroma Squad foi inspirado em Power Rangers, que, apesar de não gostar muito, merece a citação.

Year Walk – Este é um joguinho da Simogo para aqueles de coração forte, repleto de puzzles intrincados baseados na mitologia escandinava. No costume da caminhada de Ano Novo, as pessoas saíam em jejum na meia-noite em direção à Igreja, com o objetivo de ver o próprio futuro. Na jornada, o caminhante invariavelmente se deparava com criaturas fantásticas (medonhas)… algo muito brilhantemente adaptado para o jogo. Os gráficos são exuberantes, com uma trilha sonora muito bem executada (entenda, pavorosa), causando vários sustos durante a partida. Dica: recomendo a versão para PC pela Steam, pois esta já inclui uma pequena, mas muito útil enciclopédia (o Year Walk Companion, disponível à parte na App Store) e um mapa.

Sword & Sorcery EP – Desenvolvido pela Superbrothers e com trilha sonora de Jim Guthrie, Sword & Sorcery é uma homenagem aos livros de Espada e Magia, sendo o jogador uma heroína da Era de Bronze que deve cruzar as fronteiras de mundos, desvendando mistérios e lutando com inimigos pavorosos que assolam as pessoas. Para tanto, você conta com a ajuda do Dogfella, um cachorro que aponta os caminhos, Logfella, um companheiro lenhador muito medroso e a Garota, que te dá dicas durante a jornada. Nas costas, apenas Escudo, Espada e o Megatomo, um livrão gigantesco do Mundo das Nuvens. Apesar de ser todo pixelado, o jogo é muito, muito bonito (nunca vi um aproveitamento tão belo da paleta de cores, tanto na tela do PC quanto para iPad), além da trilha sonora que é muito sofisticada. O senso de humor do jogo é deveras divertido, cujas frases e tiradas podem a todo momento serem compartilhadas via Twitter. Dica: apesar de ser excelente para iOS, recomendo a versão para PC pela Steam, pois esta inclui o álbum com o trilha sonora de Jim Guthrie.

Shadowrun Returns – A Harebrained acertou ao desenterrar do fundo do baú um clássico dos RPGs cyberpunks, explorando o Sprawl de forma pouco ortodoxa. Assim como no Shadowrun original (o Tabletop RPG), a versão revisitada ainda traz elfos, orcs e outras criaturas mágicas para um futuro distópico próximo, dominado pelas grandes corporações e que coexiste com a Matrix, uma realidade consensual que conhecemos por aí como Cyberespaço. A versão atual chegou com gráficos excelentes, além de uma trilha sonora inédita. O maior mérito do jogo está no texto, escrito como um livro de Ficção Científica Cyberpunk que tanto adoramos aqui no Ao Sugo. Como um projeto super bem sucedido no Kickstarter, Shadowrun Returns trouxe uma expansão, Dragonfall e uma Director’s Cut aprimorada. Recomendo a versão pela Steam, cujo acesso à Oficina garante centenas de expansões e modificações gratuitas. A versão para PC acompanha um editor de aventuras, permitindo ao jogador que crie suas próprias campanhas.

Victor Hugo, direto do Sprawl

 

Victor Hugo Kebbe

Nerd, Antropólogo Japanologista, Bibliotecário do Novo Canon e do Velho Universo Expandido de Star Wars, Dragonborn, Witcher, Vault Hunter, exímio piloto de A-Wing, combatendo os Geth e Reapers até os dias de hoje.

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