Limbo

Que os Jogos Indie vieram para ficar, disso não há dúvidas. Confrontando – e com sucesso – a grande indústria dos Triple A cujos rendimentos ultrapassam a fonográfica e a cinematográfica, os Jogos Indie oferecem novas perspectivas para encararmos o mundo dos videogames. Sem orçamentos exorbitantes e muitas vezes dependendo da paciência e boa vontade de amigos, os Jogos Indie podem ser encarados enquanto uma forma de expressão artística, criando uma relação muito particular entre o artista – o programador, criador – e o jogador.

A profusão dos Jogos Indie certamente é efeito da facilidade de distribuição nos dias de hoje, garantida pela internet e sites de vendas como a Steam. Se antes dependíamos das infinitas revistas de jogos em CD, repletas de demos que nem sempre funcionavam e, o mais importante, não garantia nem o feedback dos jogadores para com os desenvolvedores, agora temos portais que colocam os jogadores em contato direto com os produtores, garantindo melhorias na produção, beta testers e tudo mais.

Como um apoiador incondicional dos Jogos Indie, deixo uma sugestão de 5 jogos do gênero para aqueles que estão curiosos, sendo, além de clássicos, alguns dos meus favoritos nos dias de hoje. Deixo a seção dos comentários abertos para quem tem mais sugestões de jogos: vamos deixar o fórum aberto para novas indicações!

Machinarium – Um dos meus favoritos, Machinarium é uma produção do grupo checo Amanita Design, conhecido pelo seu esmero com a arte e trilha sonora de seus jogos. Machinarium é um point-and-click no melhor estilo Adventure, trazendo uma série de puzzles para o jogador, aqui, o robô Josef Čapek. Josef está em uma missão de salvar sua namorada da Irmandade da Capa Preta. Machinarium preza pela riqueza de detalhes nos cenários Steampunk, além da trilha sonora mirabolante de Tomáš Dvořák, evocando releituras da natureza como se vistos da ótica de um robô. É possível jogar o demo no site da desenvolvedora.

Braid – Hoje um best seller, a criação de Jonathan Blow arrebatou os melhores índices do MetaCritic e Game Rankings, num jogo de plataforma bastante singelo. E se você pudesse voltar no tempo para consertar erros do passado? Esta é a premissa de Braid, pouco entendida pelos jogadores (o que causou uma imensa chateação do criador…) e que é refletida genialmente na mecânica de se voltar no tempo para enfrentar os puzzles propostos no jogo. Gostaria de indicar a arte fantástica de David Hellman em Braid, além de uma trilha sonora imersiva de Cheryl Ann Fulton, Jami Sieber e Shira Kammen, que tornam este jogo independente um item indispensável da sua coleção.

Limbo – E se você, um pobre menininho, simplesmente acordasse na beira do inferno? Eis a proposta do jogo dinamarquês Limbo, hoje já um clássico dos Jogos Indie que recuperaram os jogos de plataforma em grande estilo. Todo em tons de cinza, Limbo tem uma arte memorável, além de uma trama cativante e cheia de surpresas conforme você avança nas fases, aparentemente simples e inofensivas… Sabe de nada… O objetivo do jogo é resgatar a sua irmã mais velha do Limbo, trazendo ao jogador uma série de puzzles e um final em plot twist surpreendente.

Bastion – Produzido pelo mesmo grupo que fez Transistor, Bastion é um Adventure de perspectiva isométrica repleto de ação, arte e música inabaláveis. Nele você é o “Garoto” (The Kid) que percorre pelas terras subitamente devastadas de Caelondia em busca de sobreviventes e, é claro, de saber o que aconteceu. Um dos pontos altos de Bastion e que também apareceu em Transistor e Trine é o papel do Narrador durante o jogo, narrando as ações do personagem conforme ele vai executando ações pelo cenário, fazendo com que o jogador se sinta “parte da história”. Já vale pela arte de Jen Zee.

Broforce – Ainda em fase Alfa, ou seja, em período de testes e com alguns eventuais bugs, Broforce é o sonho de todo moleque que nasceu na década de 1980. Num jogo de plataforma pixelado no melhor estilo Double Dragon, Broforce reúne todos os brucutus da década, com direito à participação de Rambo, Commando, Exterminador do Futuro, MacGyver, B.A. Barracus, Soldado Universal e muito mais. Com ação frenética e com o cenário 100% destrutível, o jogo é carregado de humor, fazendo uma sátira aos filme de tempos de Sessão da Tarde e Temperatura Máxima.

Victor Hugo, Estoquista de Olhar Aguçado

Victor Hugo Kebbe

Nerd, Antropólogo Japanologista, Bibliotecário do Novo Canon e do Velho Universo Expandido de Star Wars, Dragonborn, Witcher, Vault Hunter, exímio piloto de A-Wing, combatendo os Geth e Reapers até os dias de hoje.

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