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Nenhum outro gênero literário se presta a falar tão bem do futuro como a ficção científica. Enquanto muitos outros gêneros focam apenas no ser humano e seus dilemas existenciais, romances e outros problemas inerentes à complexidade da nossa espécie, a ficção científica trata não só de tais complexidades como também as relaciona com a tecnologia e com a ciência.

Mesmo no Steampunk, onde temos um passado do futuro, com máquinas avançadas e tecnologias baseadas no vapor, buscamos relacionar o ser humano com as tecnologias ao seu redor e as implicações de nossa utilização, que nem sempre são benéficas. Podemos utilizar uma máquina para fins pacíficos ou não. Esta relação definirá nosso futuro e é aí que reside a beleza da ficção científica.

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Nosso futuro já se apresentou de várias maneiras. Caótico, obscuro, florescente, positivo, otimista, indo aonde ninguém jamais esteve, em galáxias distantes, em planetas hostis, pacíficos, amigáveis, de inimigos incomuns, de forças malignas e sobrenaturais; nossa genética foi alterada, a Terra foi alterada, o futuro se despedaçou e foi reconstruído; mandamos homens e mulheres para a guerra, lutando contra insetos espaciais, ou mandamos crianças e adolescentes para arenas para lutarem uns contra os outros para manter os status quo da sociedade.

Mas de uma coisa, sempre tivemos certeza, mesmo por vezes temendo ou ansiando pelo futuro: ele está sempre lá. Nossas ações, nossas artes, nossas guerras, nossos avanços é que definirão este futuro e como nos relacionaremos com ele. O futuro nunca chegará porque o futuro é uma linha no horizonte, que sempre se agiganta diante de nós e quando ele se realiza, deixa de ser futuro para se tornar o presente. Um segundo mais tarde, já é o passado. E o horizonte permanece no seu lugar, sempre ali, a nos espreitar. O futuro vai nos julgar quando for realizado e poucos se preocupam com isso.

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É por isso que a ficção científica não morre. Seu material de trabalho é vasto e cada vez maior, uma vez que nossa sociedade e nossa tecnologia avançam todos os dias. Aquele que diz que este é um gênero sem futuro, de fato, não tem a menor noção do que está falando.

Sybylla, especialmente do Momentum Saga para o Ao Sugo

Victor Hugo Kebbe

Nerd, Antropólogo Japanologista, Bibliotecário do Novo Canon e do Velho Universo Expandido de Star Wars, Dragonborn, Witcher, Vault Hunter, exímio piloto de A-Wing, combatendo os Geth e Reapers até os dias de hoje.

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