A crítica que você possivelmente não entendeu

Ithildin

Pois vejam quem chegou. O carro-chefe deste blog reina soberano, o gênero da literatura fantástica. E com estilo. Bem-vindo a Ithildin.

As Portas de Dúrin, Senhor de Moria. Fale, amigo, e entre.


A Verdadeira Inocência dos Contos de Fadas

É raro conhecer alguém que saiba com um pouco mais de exatidão em que consiste um Conto de Fadas. E o pior, muitos ainda relegam sua importância. E por “importância” eu não me refiro à idéia de que Contos de Fadas trazem moralidades implícitas, mas na verdade de que estes contos, só por serem fantasia, já ocupam um lugar verdadeiramente importante na formação do intelecto de uma pessoa. [...] Leia mais

Falando sobre Histórias de Fadas

Convém fazer uma observação sobre tudo o que está ligado a este gênero da literatura há muito criticado e relegado às crianças ou adultos não-crescidos. Como já disse Tolkien em Sobre Histórias de Fadas (1964) e outros expoentes do gênero, quase todos os termos usados para descrever as histórias sobre estas realidades diversas a nossa são repletos de problemas, a saber: “fadas”, “contos de fadas”, lugares “encantados”, “mágicos”, a própria definição do que é “magia” e do que é “fantástico”, narrativas que sempre estiveram presentes desde que a gente se entende por gente e, principalmente, entre nós adultos. Abre a Bíblia, vai estudar Mitologia e não me encha a paciência. [...] Leia mais

Phantásien

Óbvio que não irei discutir A História Sem Fim agora, pois nem li e embora tenha assistido aos filmes, não gostei das produções para o cinema (confesso que tenho grandes expectativas quanto ao livro original)… o seriado de TV não parece muito bom também… Mas queria apenas abrir a questão da fantasia (sim, também o nome da terra encantada de A História sem Fim), um gênero literário/cinematográfico/whatever que, apesar de possuir fãs ardorosos, é visto por muitos com uma reticência que considero extremamente desnecessária. [...] Leia mais

Em Defesa do Inútil: Sobre Dragões e Sonhos

Oras, pare e pense, quantas vezes você já ouviu alguém dizer que um filme ou livro que você goste são “inúteis”? Eu nem precisaria dizer, mas é o tipo de mentalidade tecnicista e mercadológica que povoa o pensamento das pessoas hoje em dia. Se não serve para nada, oh não, eu não posso fazer/ler/assistir. Tudo que você faz/lê/assiste precisa servir para alguma coisa ou precisa significar alguma coisa profunda. [...] Leia mais

A Moral da História

Vim discutir sobre contos de fadas, fantasia e tudo mais. Apesar de parecer um artigo pretensioso, queria apenas abrir a discussão (logo, espero muitos comentários de vocês) sobre a idéia da “moral da história“, sem encerrar o artigo totalmente. Dito isto, gostaria mesmo que o leitor encarasse este texto como um ensaio, não no sentido literal/acadêmico do formato do texto ou da escrita, mas no sentido que estamos “ensaiando”, praticando, refletindo sobre a argumentação e, se possível, trouxesse novas idéias para artigos futuros. [...] Leia mais

El Laberinto del Fauno

A Princesa Moanna, do Reino Subterrâneo, era sempre curiosa quanto ao mundo superior. Mas seu pai, o Rei, sempre dizia que ela não poderia subir. Levou muito tempo até que ela finalmente conseguisse escapar. Lá no alto, porém, ela perdeu sua natureza encantada e tornou-se mortal, esquecendo-se que fora uma princesa um dia. Desde então, os habitantes do Reino Subterrâneo têm esperado o seu retorno num corpo de um mortal. [...] Leia mais

Neverwhere

Aliás, perdoem o chavão, imaginar coisas inimagináveis sobre o dia a dia destas pessoas que vivem embaixo da gente. Adivinhem quem bolou uma história deveras genial sobre o submundo de Londres, só que na verdade a Londres-de-Baixo? Aham, ele mesmo, Neil Gaiman, criador da famosíssima série de quadrinhos adultos Sandman, renomado autor de obras já comentadas aqui no Ao Sugo como Stardust, Mirrormask e Coraline… [...] Leia mais

Coraline

Já no segundo, também outro sonho maluco, Alice viaja através do mundo do Espelho e encontra seres cada vez mais bizarros, Tweedle-Dee e Tweedle-Doo, Humpty Dumpty, a Rainha Vermelha e a Rainha Branca e fica extremamente perturbada ao não saber dizer se faz parte do sonho do Rei Branco que estava dormindo encostado numa árvore… Estranho, não? Mas outra história fantástica, inspiradora de muitas outras, como Coraline, de Neil Gaiman. [...] Leia mais

Mirrormask

Graças à temática de fantasia e de sonhos tão elevada em grau de importância por Gaiman e magnificamente tornada visível por McKean, com Mirrormask não poderia ser diferente. Aqui no Brasil o filme saiu sob o péssimo nome de Máscara da Ilusão; provavelmente porque quem deu o nome não entendeu bulhufas do enredo inteiro. Não bastasse a estória extremamente bem enredada e sensível de Gaiman, McKean transforma a película numa entidade viva e maravilhosa, dando um visual espetacular a cada cena. É como ver, em movimento, uma das artes de Dave McKean: uma pintura viva. [...] Leia mais

Reflexões Oníricas

Mas o que me traz aqui? Bem, entenda como uma espécie de adendo ou complemento ao artigo do Marquinhos, com algumas das minhas percepções sobre o filme Mirrormask (que, como já dito, de “Máscara da Ilusão” não tem nada) e que de certa forma também valem para as outras obras de Neil Gaiman como Sandman (que merecerá muito em breve uma série de artigos aqui no Ao Sugo) e também para os clássicos livros de Lewis Carroll, Alice In Wonderland e Alice Through The Looking-Glass, livros que tento, muito porcamente, tecer algumas reflexões talvez interessantes. Mas hoje a idéia é só te deixar um pouco assustado. [...] Leia mais

As Máscaras de Mirrormask

A máscara pode ser, dizendo de maneira bem rudimentar, como uma personificação da idéia de “pessoa” que o sujeito assume. Ao vestir certa máscara, as roupas e os enfeites vinculados a ela, este sujeito agora está ocupando um papel social bastante específico. Ele não está “interpretando” o papel social como a gente faz aqui no teatro… nestas “culturas“, quando ele veste a máscara, ele literalmente assume um papel e uma função social daquela sociedade, cuja “atuação” é orientada pelos símbolos de sua “cultura“. Ele não pode vestir uma “máscara sagrada de uma entidade e talz” e sair fazendo o que bem entende, pois agora está nele mesmo esta entidade. [...] Leia mais

Alice

Dentro da febre carrolliniana que chegou nestas bandas com a estreia do filme Alice nos cinemas, li num dos inúmeros artigos que saíram por aí um papo sobre as patologias de Charles Lutwidge Dodgson. O que devo entender por isso? Sério, posto aqui uma indagação polêmica sobre estes artigos que narram brevemente a vida do autor mais conhecido como Lewis Carroll, o criador de Alice no País das Maravilhas e Alice Através do Espelho. [...] Leia mais

A Bússola de Ouro

A trilogia Fronteiras do Universo foi lançada originalmente na Inglaterra com o nome “His Dark Materials” em 1995 com o primeiro volume, “The Nothern Lights” (nos Estados Unidos traduzido como “The Golden Compass”, sugerindo portanto a tradução brazuca: “A Bússola Dourada” aqui e em Portugal e, posteriormente, “A Bússola de Ouro”), o segundo volume em 1997, “The Subtle Knife” (que temos aqui por “A Faca Sutil”) e por fim o último volume, “The Amber Spyglass” (“A Luneta Âmbar” em português), lançado em 2000, todos pela Scholastic Point. [...] Leia mais

A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo

Basicamente a história do livro é sobre a ascensão de Eddard “Ned” Stark ao posto de “Mão do Rei“, uma espécie de Grão-Vizir ou Alto Conselheiro do Rei Robert Baratheon. O “problema” todo é que Stark não desejou essa ascensão, afinal, é um Senhor do Norte do Reino e vive muito bem (e obrigado, diria), não desejando tomar parte da politicagem existente na Corte ao Sul. Mas se diz que se você não encontra o problema, o problema vem te encontrar… A antiga “Mão do Rei” falece de maneira relativamente misteriosa e Stark é convocado a assumir o posto. [...] Leia mais

A Guerra dos Tronos – Muralha ultrapassada

Pois bem, Guerra dos Tronos foi lido. Agora, como complemento ao artigo de Ben Hazrael, venho trazer algumas das minhas impressões sobre o livro e seriado de tv, apesar de acreditar veementemente que meu cérebro explodiu após a leitura de o Livro Um das Crônicas de Gelo e Fogo. E pior: em tempos de Dia da Toalha, ao mesmo tempo meu cérebro implodiu depois de assistir aos primeiros episódios da minissérie da HBO. [...] Leia mais

A Fúria dos Reis – As Crônicas de Gelo e Fogo

Quando terminei a última página de A Fúria dos Reis senti uma vontade imensa de dizer: “cascalho, cadê a porra do livro A Tormenta das Espadas?” É isso mesmo. Você devora cada página, cada capítulo, ansiando verdadeiramente pelo fim do livro, mas com a sensação amarga e tristonha de que a continuação não está em suas mãos e por isso vale a pena brecar, ler mais devagar para poder apreciar melhor todo o rico universo de fantasia criado por George R. R. Martin. Eu tentei fazer isso. Pela Força, como tentei! Mas foi muito difícil. [...] Leia mais

O Mundo Mágico de Harry Potter

Lembro-me quando fui ao shopping daqui com minha mãe, meu tio, meu irmão e minha irmã ao cinema bem na época em que passava Star Wars Episódio I e, por conta da minha mãe nem meu tio nem minha irmã gostarem da space opera de George Lucas (que pena para eles), acabamos tendo que optar pela sala em que passava Harry Potter I, dublado. Cheio de pôsteres e um grande Espelho de Ojesed de mentirinha na frente do cinema, Harry Potter e a Pedra Filosofal parecia apenas outro hit de verão para a criançada, até que entrei na sala naquele dia com a maior cara de tacho. “Tsc, sério que vamos ver isso aí? Mãe, pra piorar, o filme tá dublado!” [...] Leia mais

World of Warcraft – The War of the Ancients

No uso exclusivo da magia surgiram quistos e com eles preconceitos. Apesar de ainda viverem no mesmo reino e compartilharem a mesma capital Zin-Azshari, os elfos se dividiram em Elfos Noturnos e os Bem Nascidos, sendo estes últimos a corte real, os magos que estavam cada vez mais distante de seus irmãos. Na sede de poder, os Bem Nascidos descobriram um ser de grande poder em outra dimensão, o Lorde Titã Sargeras, criatura de mal indescritível cuja única vontade é destruir a obra de seus irmãos criadores do universo. Descobrindo o mundo de Azeroth, Sargeras convenceu os Bem Nascidos e a Rainha Azshara a abrir um portal para o seu mundo, prometendo poderes imensuráveis aos nossos camaradas de orelhas pontudas. [....] Leia mais

Arthas – The Rise of the Lich King

Arthas – The Rise of the Lich King é sem sombra de dúvida um dos arcos mais impressionantes da história de World of Warcraft, ambientação de fantasia medieval de primeira qualidade que a cada dia que passa tem merecido mais e mais posts aqui no Ao Sugo. Escrito por Christie Golden em 2009, o livro reconta os eventos de Warcraft III – The Frozen Throne de maneira sublime, numa das maiores tragédias já conhecidas pelos nerds. Tudo dá errado. Nosso herói sucumbe às perversões da maldade e do poder, num roteiro infinitamente mais elaborado do que a palhaçada da queda de Anakin Skywalker para o Lado Negro da Força. [...] Leia mais

Para o leitor assíduo do Ao Sugo nem existe a necessidade de maiores explicações quanto ao teor do blog, todavia, se faz necessária uma informação aos demais visitantes de primeira viagem. É importante ressaltar que, com exceção dos artigos críticos ou reviews, buscamos de maneira geral propiciar ao leitor uma leitura divertida e bem humorada de alguns aspectos do cotidiano.

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